quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dilma visita José Alencar no Sírio-Libanês

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff chegou às 11h45 na manhã desta quinta-feira, 10, ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para visitar o ex-vice-presidente José Alencar. Dilma desembarcou no prédio de um helicóptero, acompanhada do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Dilma não deu entrevistas.
A visita da presidente durou aproximadamente 30 minutos. Ela deixou a unidade médica às 12h35, acompanhada do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
De acordo com o cardiologista Roberto Kalil Filho, que faz parte da equipe que trata o ex-vice-presidente, Alencar está bem-humorado e falante. “Ele está estável e conversou com a presidente por mais de 30 minutos”, contou. O médico evitou dar detalhes sobre o quadro geral de saúde do paciente.
A assessoria da Presidência da República informou que Dilma conversou com o ex-vice-presidente sobre amenidades e, após a visita, falou com os médicos sobre o estado de saúde de Alencar. A conversa foi acompanhada pela esposa do ex-vice-presidente, Mariza Gomes da Silva.
Minutos antes da chegada da presidente ao Sírio-Libanês, o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, filho caçula de Alencar, demonstrou otimismo sobre a recuperação de seu pai. “Cheguei de manhã e ele já estava conversando”, afirmou.
O hospital não divulgou um boletim oficial sobre os procedimentos a que Alencar foi submetido hoje e detalhes sobre o seu estado de saúde.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dilma Vana Rousseff, 63, foi empossada neste sábado a primeira mulher presidente da República do Brasil.

Num longo discurso de posse no Congresso Nacional, em que citou o escritor mineiro Guimarães Rosa (1908-1967), Dilma fez várias menções à questão de gênero, louvou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu erradicar a miséria e transformar o Brasil num país de "classe média sólida e empreendedora''.

A presidente chorou no final da fala, ao falar sobre sua participação na luta armada contra a ditadura e homenagear os que "tombaram pelo caminho''. Ela fez menção à tortura ao dizer que suportou as "adversidades mais extremas" infligidas a quem "ousou" "enfrentar o arbítrio''. "Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor''.
Tendo na plateia ministros de Lula afastados sob acusação de envolvimento em escândalos, como José Dirceu e Erenice Guerra, Dilma prometeu ser "rígida" no combate à corrupção. "Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito."
A forte chuva em Brasília impediu o desfile em carro aberto que a presidente faria da catedral até o Congresso, mas cessou no momento em que ela subiu a rampa para receber a faixa presidencial das mãos de Lula. O público que foi à Esplanada dos Ministérios era estimado em 30 mil pessoas pela Polícia Militar.
Amanhã, Dilma comanda a primeira reunião de coordenação de governo. Sete ministros tomam posse hoje. A primeira preocupação da presidente é definir o corte nas despesas do Orçamento, estimado em estudos preliminares em pelo menos R$ 20 bilhões.

PARLATÓRIO
No discurso que fez ao povo reunido na Praça dos Três Poderes, a presidente focou em elogiar o seu antecessor a quem chamou de "o maior líder popular que este país já teve".
Ela disse que o presidente Lula deverá contribuindo com o governo, mesmo após deixar o cargo. "Lula estará conosco. Sei que a distancia de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade", afirmou.
"Ter a honra de seu apoio, privilegio de sua convivência, aprendido com sua imensa sabedoria são coisas que se guarda para a vida toda.
Ela disse estar feliz -- "como raras vezes estive"-- e fez uma homenagem aos "companheiros que tombaram na caminhada", referindo-se à resistência política durante o período da ditadura militar (1964-1985), quando foi presa e torturada.
No parlatório do Palácio do Planalto, ela repetiu pontos do discurso feito no Congresso Nacional e disse que irá governar "para todos os brasileiros". "Cuidarei com muito carinho dos mais frágeis".
Emocionada, Dilma finalizou sua fala, dizendo que o Brasil tem condições de se tornar o "maior e o melhor país para se viver".
DESPEDIDA DE LULA
Após passar a faixa para Dilma, Lula saiu do parlatório. Depois do discurso, a presidente e o vice acompanharam o ex-presidente na descida da rampa do Planalto.
Lula ainda abraçou as pessoas que estavam próximas ao palácio. O corpo a corpo também aconteceu na Base Aérea de Brasília.
Antes de embarcar no Aerolula para São Paulo, o ex-presidente ainda ouviu uma banda tocar, entre outros, o "Tema da Vitória" e o hino do Corinthians.

O gabinete da presidente brasileira, Dilma Rousseff, que será empossada neste sábado, terá nove mulheres entre os 37 membros e 15 ministros herdados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ou que já ocuparam esse cargo nos últimos oito anos.

 
O gabinete da presidente brasileira, Dilma Rousseff, que será empossada neste sábado, terá nove mulheres entre os 37 membros e 15 ministros herdados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ou que já ocuparam esse cargo nos últimos oito anos.
Os 37 ministros de Dilma assumirão os cargos neste sábado de forma coletiva, uma vez que a presidente eleita recebe o poder das mãos de Lula, que deixou sua forte marca na equipe de sua sucessora.
O mais influente dos ministros que foram ratificados por Dilma na área econômica é Guido Mantega, homem da maior confiança de Lula e que seguirá à frente da pasta da Fazenda.
Na área política, destaque para o retorno de Antonio Palocci, ex-titular da Fazenda, que volta ao governo como ministro-chefe da Casa Civil, cargo que a própria Dilma usou como catapulta para as eleições de outubro.
Lista completa e perfis dos 37 membros do gabinete de Dilma:
Ministérios:
Casa Civil: Antonio Palocci. Médico, 50 anos. Foi ministro da Fazenda no Governo Lula entre 2003 e 2006, quando renunciou devido às denúncias de corrupção pelos quais foi julgado e declarado inocente. Seu cargo é o mais importante do gabinete e funciona como uma espécie de grande coordenação do governo.
Relações Exteriores: Antonio Patriota. Diplomata, 56 anos. Discípulo do chanceler, Celso Amorim, de quem foi até agora vice-chanceler. Foi embaixador nos Estados Unidos (2007-2009) e ocupou diversos cargos em Caracas, Pequim e na ONU.
Fazenda: Guido Mantega. Economista, 61 anos. Foi ministro do Planejamento, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e titular de Fazenda durante o Governo Lula e permanecerá neste último cargo com Dilma.
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Fernando Pimentel. Economista, 59 anos. Foi prefeito de Belo Horizonte e integrou a equipe do comando da campanha eleitoral de Dilma.
Agricultura: Wagner Rossi. Empresário e político, 67 anos. Se mantém no mesmo cargo que ocupa desde março de 2009 no governo Lula.
Desenvolvimento Agrário: Afonso Florence. Historiador, 56 anos. Mais dedicado à vida acadêmica e ao sindicalismo do que à política.
Minas e Energia: Edison Lobão. Jornalista e advogado, 74 anos. Na política desde que foi eleito senador em 1987. Foi ministro de Minas e Energia entre janeiro de 2008 e março deste ano, quando renunciou para concorrer outra vez ao Senado.
Planejamento: Miriam Belchior. Engenheira, 52 anos. Ocupou diversas funções no governo Lula e desde março coordena o ambicioso plano de infraestrutura.
Integração Nacional: Fernando Bezerra Coelho. Político, 53 anos. Foi deputado e até agora era secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.
Defesa: Nelson Jobim. Jurista, 64 anos. Foi presidente do Supremo Tribunal e ministro da Justiça durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Em 2007 foi convocado por Lula para ocupar o cargo que mantém no governo de Dilma.
Desenvolvimento Social: Tereza Campelo. Economista, 48 anos. Mulher da absoluta confiança de Dilma, junto a quem trabalhou em diversos cargos durante nos últimos 20 anos.
Educação: Fernando Haddad. Filósofo, 47 anos. Tem uma longa carreira acadêmica. Permanece no cargo que ocupa desde julho de 2005 e mantém uma estreita relação com Lula.
Saúde: Alexandre Padilha. Médico, 39 anos. Foi ministro das Relações Institucionais com Lula desde setembro de 2007.
Trabalho: Carlos Lupi. Administrador, 53 anos. Nomeado ministro do Trabalho por Lula em março de 2007, permanece no cargo com Dilma.
Previdência Social: Garibaldi Alves. Jornalista, 64 anos. Foi prefeito e desde 1990 mantém uma cadeira no Senado.
Transportes: Alfredo Nascimento. Matemático, 58 anos. Ocupou esse cargo entre o início de 2007 e março passado, quando renunciou para aspirar a um cargo de governador. Perdeu as eleições e Dilma o nomeou outra vez no mesmo posto.
Comunicações: Paulo Bernardo, 58 anos. Forjou sua trajetória nos sindicatos bancários e foi ministro do Planejamento desde 2005 no governo de Lula, a quem conhece há três décadas.
Justiça: José Eduardo Cardozo. Advogado, 48 anos. Milita no PT desde a juventude e é deputado desde 2003. Foi coordenador da campanha de Dilma.
Meio Ambiente: Izabella Teixeira. Bióloga, 49 anos. Ratificada por Dilma no cargo que ocupa desde abril passado.
Ciência e Tecnologia: Aloizio Mercadante. Economista, 56 anos. Influente líder do PT e senador desde 2002. Em 1994 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada por Lula.
Cultura: Ana de Hollanda. Cantora e compositora, 62 anos. É irmã do cantor Chico Buarque e dirigiu o Centro de Música da Fundação Nacional da Arte.
Esportes: Orlando Silva. Político, 40 anos. Foi ratificado por Dilma no cargo que ocupa desde março de 2006.
Turismo: Pedro Novais. Advogado, 80 anos. Foi deputado durante cinco legislaturas seguidas.
Cidades: Mário Negromonte. Advogado, 60 anos. É deputado desde 1995.
Relações Institucionais: Luiz Sérgio Nóbrega. Político, 52 anos. Deputado desde 1999.
Secretarias ou outros organismos com categoria de ministro:
Banco Central: Alexandre Tombini. Economista, 48 anos. Trabalha há mais de uma década no Banco Central, onde até agora era diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro.
Secretaria Geral da Presidência: Gilberto Carvalho. Filósofo, 59 anos. Foi chefe de gabinete de Lula, com quem mantém uma estreita amizade desde a fundação do PT, da qual participou como membro de organizações de base da Igreja Católica.
Direitos Humanos: Maria do Rosário. Pedagoga, 44 anos. Especialista em estudos sobre violência doméstica.
Igualdade Racial: Luiza Bairros. Socióloga, 57 anos. Histórica militante do movimento dos afrodescendentes do Brasil.
Políticas para as Mulheres: Iriny Lopes, 54 anos. Dedicou sua vida à política e pertence às correntes mais radicais do PT.
Pesca: Ideli Salvatti. Física, 58 anos. Uma das fundadoras do PT no estado de Santa Catarina e senadora desde 2003.
Portos: Leônidas Cristino. Engenheiro, 53 anos. Até agora era prefeito da cidade de Sobral (CE).
Assuntos Estratégicos: Moreira Franco. Sociólogo, 66 anos. Foi governador do Rio de Janeiro entre 1987 e 1991.
Comunicação Social: Helena Chagas. Jornalista, 49 anos. Trabalhou no grupo Globo e no canal de televisão SBT e foi diretora de jornalismo da estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Advocacia Geral da União: Luís Inácio Lucena Adams. Advogado, 45 anos. Permanece no cargo que ocupa desde outubro de 2009.
Contraloria Geral da União: Jorge Hage. Advogado, 72 anos. Também segue no cargo que assumiu em junho de 2006.
Segurança Institucional: José Elito Carvalho Siqueira. General do Exército, 64 anos. Comandou as tropas de paz da ONU no Haiti durante o ano de 2006.

Posse de Dilma terá segurança de 4 mil policiais e militares das Forças Armadas

Cerca de 4 mil policiais e militares estarão envolvidos na segurança da cerimônia de posse da presidenta eleita Dilma Rousseff, no próximo sábado (1º), na Esplanada dos Ministérios. Durante o evento, o espaço aéreo de Brasília estará fechado.
A segurança de Dilma será feita por agentes da Polícia Federal (PF) até o momento em que ela deixar o Congresso Nacional. A partir daí, já empossada, a responsabilidade de garantir a segurança da presidenta passará a ser do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
O policiamento tomará conta não apenas da Esplanada dos Ministérios, onde se concentra a festa. O trajeto entre o Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek e o Plano Piloto também receberá segurança, devido a chegada de convidados e chefes de Estado. Entre 130 e 140 batedores farão a escolta dos chefes de Estado e de delegações estrangeiras. Dilma também terá a escolta de policiais batedoras da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O planejamento de segurança da posse começou a ser feito há seis meses e vai mobilizar 1.700 homens do Exército, 150 da Marinha e 120 da Aeronáutica. Participam ainda 600 agentes da PF e 90 da PRF. Integrantes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros também estarão mobilizados. Nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, um total de 2 mil policiais militares se revezarão na segurança.
De acordo com o chefe da Comunicação Social do Comando Militar do Planalto, coronel Carlos Penteado, o esquema de segurança para a posse de Dilma Rousseff não foge à regra do que foi feito em posses anteriores. Dois ensaios foram feitos neste mês e, segundo Penteado, os militares estão preparados para qualquer imprevisto. “Se uma pessoa cruzar onde não deve ou se houver uma aproximação indevida [a Dilma Rousseff], sabemos como atuar”, afirmou.

O dia da posse

Posse da Dilma

A presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu na tarde de hoje ir ao lado da filha Paula Rousseff Araújo, 34, no desfile em carro aberto no dia de sua posse.
Anteriormente, Dilma tinha comunicado ao cerimonial responsável pela posse que não pretendia desfilar no Rolls-Royce presidencial acompanhada da mãe ou da filha.
Dilma Rousseff decidiu na tarde de hoje ir ao lado da filha Paula Rousseff, 34, no desfile em carro aberto no dia de sua posse
Dilma Rousseff decidiu na tarde de hoje ir ao lado da filha Paula, 34, no desfile em carro aberto no dia de sua posse

Durante a campanha, Paula ganhou destaque quando nasceu em setembro seu primeiro filho, Gabriel. Uma foto de Dilma com o neto nos braços foi divulgada pela assessoria da então candidata.
Tradicionalmente, o presidente desfila ao lado do cônjuge pela Esplanada dos Ministérios. No entanto, Dilma é divorciada.
A assessoria dela havia aconselhado que não fosse ao lado do vice-presidente eleito, Michel Temer. Ele irá no carro aberto atrás, acompanhado da mulher.
Dilma também decidiu hoje não trocar de roupa entre as cerimônias no Congresso e no Paládio do Planalto. Um espaço já havia sido preparado para a troca.
A presidente eleita pode trocar de roupa somente para a cerimônia do Itamaraty. Dilma Rousseff encomendou a sua estilista dois trajes: um vestido e um tailleur de saia e terninho, ambos em tons entre "branco gelo" e bege.
EM CASO DE CHUVA
O cerimonial vai deixar à disposição dois carros fechados caso haja chuva na capital federal no dia da posse. Da Catedral de Brasília, Dilma e Temer seguirão em desfile até o Congresso, onde serão oficialmente empossados.
Em seguida, eles vão para o Palácio do Planalto --onde serão recebidos pelo presidente Lula. O petista vai passar a faixa presidencial no parlatório do Palácio, mas a cerimônia pode ser transferida para o interior do prédio se chover.
Dilma encerra os eventos da posse no Palácio do Itamaraty, onde será oferecido coquetel aos convidados presentes no evento.
No desfile em carro aberto pela Esplanada, Dilma será escoltada por seis mulheres agentes da Polícia Federal. A escolha foi da própria presidente eleita.

Começa então uma nova era. Tenho certeza absoluta que Dilma vai colocar o Brasil, entre as maires potências do mundo. Obrigado Lula por ter escolhido a Dilma.
Boa sorte Dilma !!